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Como funciona

O que é a Colinha Consciente?

Uma campanha, feita por um eleitor, por políticas públicas que melhoram a vida de quem trabalha: o fim das bets, o fim da escala 6x1, a defesa do SUS, entre outras. Começou pelas bets. Em agosto de 2024, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família mandaram R$ 3 bilhões para as bets. (Banco Central, nota técnica de setembro de 2024 (Agência Brasil))

A campanha é pelas políticas públicas, não contra candidatos: sobre cada candidato, o site só registra o que ele declarou em público ou como votou, com a fonte. Candidato de qualquer partido pode ganhar qualquer selo. Não há ranking, nota ou lista de “contra”.

Quais são as políticas públicas?

Cada política pública é um selo, e cada selo tem um critério:

Proibição das bets
Defende a proibição das apostas online (bets) no Brasil, como a Medida Provisória 1.394/2026, do governo Lula. O governo Lula proibiu as apostas online pela Medida Provisória 1.394/2026, publicada em 25 de setembro de 2026. Para continuar valendo, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso até 23 de novembro.
Fim da escala 6x1
Defende o fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas sem redução de salário, como a PEC aprovada na Câmara com apoio do governo Lula. A PEC que acaba com a escala 6x1 e limita a jornada a 40 horas por semana, sem redução de salário, foi aprovada pela Câmara em 27 de maio de 2026 (472 x 22 no 1º turno) e aguarda o plenário do Senado.
Enfrentamento ao feminicídio
Defende o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, do governo Lula, e recursos garantidos para a rede de proteção às mulheres (PLP 41/2026). O Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio reúne os três Poderes. O PLP 41/2026, que garante recursos para a rede de proteção às mulheres, passou na Câmara em 7 de julho de 2026 (470 x 1) e aguarda o Senado.
PEC da Segurança Pública
Defende o plano de segurança do governo Lula: a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), a Lei Antifacção no texto enviado pelo governo e o controle de armas. A PEC da Segurança Pública, enviada pelo governo, redistribui as responsabilidades da União, dos estados e dos municípios na segurança; passou na Câmara em 4 de março de 2026 e aguarda o Senado. A Lei Antifacção (Lei 15.358/2026) foi sancionada em março de 2026.
Direitos da população LGBTQIA+
Defende os direitos da população LGBTQIA+ e o combate à LGBTfobia, como prevê o programa de governo de Lula. O programa de governo de Lula se compromete a garantir que o Estado atenda, de forma adequada, justa e inclusiva, às pessoas LGBTQIAP+.
Igualdade racial e população negra
Defende a igualdade racial e as cotas no serviço público, como a Lei 15.142/2025, sancionada por Lula, que reserva 30% das vagas em concursos federais a pessoas negras, indígenas e quilombolas. A Lei 15.142/2025 reserva 30% das vagas dos concursos federais a pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas (passou na Câmara por 241 x 94). O 20 de novembro, Dia de Zumbi e da Consciência Negra, virou feriado nacional em 2023 (286 x 121).
Transparência e controle das emendas
Defende transparência e controle das emendas parlamentares: rastrear cada real, acabar com o orçamento secreto e com as transferências sem plano de trabalho, como propõe o programa de governo de Lula. No Orçamento de 2026, as emendas parlamentares somaram R$ 50 bilhões, cerca de um quinto dos recursos que o governo federal pode gastar livremente, segundo o programa de governo de Lula.
Aumento real do salário mínimo
Defende aumento real do salário mínimo todo ano, acima da inflação, como a política de valorização do governo Lula (Lei 14.663/2023). A Lei 14.663/2023 reajusta o salário mínimo todo ano pela inflação mais o crescimento do PIB de dois anos antes: quando a economia cresce, o salário ganha acima da inflação.
Defesa do SUS
Defende o SUS público, gratuito e universal, com mais recursos, como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas, do governo Lula. O SUS atende de graça toda a população. O governo Lula retomou o Mais Médicos e criou o Agora Tem Especialistas, para reduzir a espera por consultas e exames com especialistas.
Proteção do meio ambiente
Defende a proteção do meio ambiente e regras firmes de licenciamento ambiental, como os vetos do governo Lula à Lei do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025). A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025) afrouxou as regras para licenciar obras e empreendimentos. Lula vetou 63 pontos, para manter a consulta a povos indígenas e quilombolas e a proteção da Mata Atlântica; no fim de 2025, o Congresso derrubou 52 desses vetos.

De onde vêm os candidatos?

Da base de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral: todos os candidatos titulares de 2026 à Presidência, aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara, às assembleias e à Câmara Legislativa do DF. Vices e suplentes aparecem na página do titular, porque vão à urna junto com ele. A situação de cada candidatura é a que o TSE informa.

Os logos dos partidos são marcas dos próprios partidos, usados só para identificá-los. O TSE não os publica: vêm da Wikimedia Commons e da Wikipédia (fontes e licenças).

Como um selo entra no site?

  • Declaração pública — entrevista, discurso, post ou documento, com link e, quando possível, cópia arquivada.
  • Indicação de eleitor — qualquer pessoa, inclusive o candidato, envia o link de um post em que ele defende a política pública, pelo “Indicar” da ficha. Só vale post num perfil que o candidato declarou ao TSE, e conferimos o perfil e o post antes de publicar.
  • Ato de governo — medida provisória, decreto ou lei sancionada pelo candidato, com o Diário Oficial ou a página oficial como fonte.
  • Votação nominal na Câmara — para quem é ou foi deputado federal: o voto registrado nos dados abertos da Câmara, em votações escolhidas por nós e listadas na ficha. Quem votou alinhado à política pública, e em nenhuma votação dela votou o contrário, ganha o selo. Ausência, abstenção e obstrução não contam.
  • Autoria de proposta — assinar um projeto de lei da política pública. Assinatura de PEC sozinha não basta, porque muitos assinam só para a proposta poder tramitar.
  • Documentos registrados no TSE, como planos de governo — uma busca automática aponta menções às políticas públicas, e uma pessoa lê o trecho antes de qualquer coisa ir ao ar.
  • Nada vira selo sem uma regra revisada por uma pessoa. Quem confere é a equipe de moderação, e cada revisão fica registrada com quem a fez.

O que é “Como votou”?

Na ficha de quem foi deputado federal, a lista de como a pessoa votou nas votações das políticas públicas: o voto literal (Sim, Não, abstenção, obstrução), a data, o placar e o link para o voto de cada deputado nos dados abertos da Câmara. Votação simbólica, sem registro de voto por nome, não entra.

O que quer dizer “sem posição registrada”?

Que ainda não encontramos uma declaração pública, um voto ou uma assinatura com fonte sobre aquela política pública. Não quer dizer que o candidato seja contra ela.

Como pedir correção ou enviar uma fonte?

Escreva para colinhaconsciente@gmail.com com o nome do candidato e o link. Pedidos de candidatos e campanhas têm prioridade.

E no dia da votação?

Em 4 de outubro, e em 25 de outubro onde houver segundo turno, o site continua no ar, mas não publica nada novo, como manda a lei eleitoral.

Que dados pessoais são guardados?

Só os dados públicos de candidatura necessários à consulta: nome, número, partido, cargo, estado, situação e perfis declarados ao TSE. Não guardamos CPF, título de eleitor nem data de nascimento, embora o TSE os publique. O e-mail de quem indica um selo é opcional, só a equipe de moderação vê, serve só para avisar do resultado e é apagado depois do aviso. Ele nunca aparece no site.

Quem faz?

James da Silva, eleitor, como pessoa física. É uma campanha independente: sem impulsionamento pago, sem anúncios e sem vínculo com partidos, candidatos ou empresas de apostas.